| Dicas para adaptar cenários para o seu sistema |
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| Artigos - Opinião | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Escrito por Administrator | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Seg, 18 de Maio de 2009 14:01 | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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Mesmo sendo jogador de GURPS assumido, sempre tive que conviver com os cenários do AD&D. Na minha opinião sempre foram os melhores. Os mais bem escritos, ilustrados e criativos. Acho muito melhores que os da SJG. Tentei dispor aqui as linhas que sigo ao adaptar um cenário para o meu sistema predileto. É óbvio que usar um sistema genérico (como o D20 ou GURPS) ajuda muito na adaptação. Conheça os sistemas: Isso acontece porque o processo básico de adaptação é transformar números em conceitos, e transformá-los novamente em números. Assim, você precisará conhecer o sistema original, no qual o cenário se apóia, para que possa entender o que os números (que descrevem seus poderes, monstros e NPCs) significam. Mantenha a ambientação, não o sistema: Cyberpunk, heroísmo épico, terror, conspirações… todos esses são termos que definem o espírito de cada cenário. Então magos no D&D não curam, e daí? Não. No GURPS você pode ter um mago curando, então cobre do jogador pontos de “Antecedente Incomum” de clericato e toque a bola pra frente! Mantenha a mecânica apenas se isso for muito importante para compor o cenário (como a diferenciação entre clérigos e magos é em Dragonlance, p.ex.). Lembre que a principal regra é manter o espírito. Todas as outras regras servem a esta. Mantenha a escala: Os desafios propostos pelos monstros e NPCs também fazem parte do cenário, então mesmo sem se preocupar tanto com as funcionalidades do sistema original, tente manter a proporção dos desafios. O ideal é tentar fazer com que a escala de poder entre NPCs, monstros e personagens se mantenha semelhante ao que era no sistema original. Para isso, você precisará saber o que significam os números do sistema, que nada mais são que descrições simplificadas de capacidades/habilidades. É importante ressaltar que “manter a escala” dos desafios não é a mesma coisa que manter os valores numéricos das características dos personagens. Essa observação é especialmente importante quando você tiver dois sistemas com características que variem em proporções semelhantes. P.ex.: Um personagem com “Sabedoria” 18 no D&D não terá necessariamente o mesmo valor de “Inteligência” no GURPS. Não siga a História romanceada: Se você quiser reproduzir/respeitar o conto escrito com seus jogadores, o melhor é ler o livro/assistir ao filme, ao invés de jogar RPG. Não esqueça. Um conto é um ambiente hermeticamente fechado. O autor não contava com a influência dos PCs em seu mundo quando o descreveu. Quando você insere essa variável (os personagens) no ambiente, este passa a servir aos jogadores (que são os protagonistas, afinal), e não mais ao autor da obra. Isso não significa que os PCs não possam encontrar os personagens do livro. Evolua: Eu sei que às vezes gostamos tanto de algo que queremos deixar tudo do jeitinho que está. Intocável e precioso. Só que se for partir desse princípio, então talvez seja melhor não adaptar nada.
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